Lendo sobre H.P Lovecraft, um autor que eu simplesmente admiro e idolatro, fez-me pensar em quanto outros igualmente talentosos morreram sem nunca receberem o devido crédito em vida pelas suas obras; tenho absoluta certeza que não foram poucos, e ainda deve haver aqueles que permaneceram no completo esquecimento. Porém, pior que isso é ver alguns que não merecem nem metade do reconhecimento que recebem, ganhando os “louros de ouro” no lugar de tantos outros realmente dignos.
Sou um autor iniciante, em meio a milhões de tantos outros, que assim como eu querem ser lidos, criticados, amados e odiados, porém, sempre de maneiro justa e sincera. Eu confesso que pode parecer inveja à primeira vista, alguém direcionar críticas tão severa a um grupo ou pessoa especifica, mas nem com muito esforço eu consigo sentir inveja, no máximo pena.
Eu conheço autores que merecem aplausos e serem lidos por multidões, por exemplo, existe em minha cidade um escritor de horror, cheio de experiência e com um arsenal composto por várias obras originais que preencheria com muito orgulho a estante de qualquer amante do gênero; um autor de crônicas, capaz de pegar alguns minutos ou até mesmo vários anos e comprimir dentro dum pequeno texto, transpondo a experiência para o leitor duma forma estonteante; uma escritora cheia de alegria e entusiasmo, que enche de energia qualquer um que passe mais de 10 segundos ao seu lado; e por fim, um jovem que não nasceu em nenhum berço de ouro, mas com menos de 25 anos já é editor, autor e revisor de qualidade com um verdadeira acervo de conhecimento sem ao menos ter um curso superior, cheio de fortes opiniões, sonhos e vontades, que conflitam com vários outros problemas que não o diminui em nada.
Convivendo com vários talentos tão preciosos, seria um desrespeito não botar tudo de mim nos meus contos e textos. Eu acredito fortemente que um dia tantos talentos respeitáveis como esses que estão espalhados por todo o Brasil e o mundo, receberão o devido reconhecimento. Pois não basta sonhar, tem que se tornar.
